Chapelaria http://www.chapelaria.org/feed en-us http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss Sweetcron daniel@veredaestreita.org surfrider foundation europe | garbage http://www.chapelaria.org/items/view/1691 in the sea, there’s no such thing as a little bit of rubbish… a campanha da y&r paris para a ong surfrider foundation se resume a isso… a simples distorção de um objeto na água… a surfrider foundation é uma organização sem fins lucrativos dedicada à proteção dos oceanos, ondas e praias…

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Wed, 10 Mar 2010 13:12:00 -0300 http://spaceinvaders.com.br/2010/03/10/surfrider-foundation-europe-garbage/
Embratur junta YouTube e GMaps para divulgar o Brasil http://www.chapelaria.org/items/view/1690 A Embratur lançou o primeiro mashup global utilizando o YouTube e o Google Maps. Através de um canal, a Embratur disponibiliza dezenas de vídeos, mostrando diversos pontos turísticos do Brasil ao visitante. A intenção é divulgar e passar a sensação de visitar o Brasil para os estrangeiros. Ao entrar no canal, você escolhe o tipo de destino turístico que está procurando e os vídeos são mostrados, com os locais que são mostrados no filme aparecendo em cima do mapa do Google Maps in real time. Veja este exemplo.

Além disso, o canal ainda dá a possibilidade do visitante contribuir e compartilhar suas experiências ao visitar o país. Acesse o canal Via

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Wed, 10 Mar 2010 09:42:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/BCultural/~3/qu6NCJPlqQE/
Café com Velocidade #107 – Aquecimento F1, Indy, Nascar e Truck http://www.chapelaria.org/items/view/1689 O Café com Velocidade vem em uma edição mais que especial nesta semana. Com a volta das principais categorias do automobilismo, F1 e a Indy, tivemos muitos assuntos para comentar. Realizamos o aquecimento para o GP do Bahrein e a melhor parte é que retornamos com os nossos palpites. Quem será que vai errar mais esse ano? Na Indy, tivemos a participação do Pezzolo, que além de falar sobre a categoria, também comentou a estréia da sua TV. Passamos pela primeira prova da Truck este ano, além da Nascar e suas intrigas na última prova, realizada em Atlanta. Para entenderem o que pegou na Nascar, acessem este post aqui, com todos os vídeos e detalhes. Outras categorias, como o WTCC e o IRC, também foram abordadas nas rapidinhas, que já começam a ficar recheada de informações!

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Tue, 09 Mar 2010 17:17:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/Velocidade/~3/892TR3Ud93A/
Revolução Editorial da Panini http://www.chapelaria.org/items/view/1688 A publicação de revistas em quadrinhos no Brasil sempre foi tão conturbada que qualquer possibilidade de instabilidade ou mudança já preocupa os leitores. No entanto, os fãs mais exaltados de quadrinhos de heróis, os chamados fanboys, sempre ficam mais afoitos, chegando aos limites do desespero e especulação a mil surgem a todo momento. É o que vem acontecendo com a prometida revolução editorial da Panini. Na edição de fevereiro da revista Superman, foi avisado que uma revolução atingiria a editora, sem mais explicações. Inquirida, a Panini alegou que só se manifestaria neste mês de março e em abril. Foi o que bastou para que começassem a surgir diversas teorias: impressão sob demanda, em que os leitores reservariam com a editora o que lhes interessasse e só seria publicado o que tivesse um número razoável de pedidos; mensais com menos ou mais histórias (lembrando que as atuais conjugam quatro edições americanas) ou edições de vinte páginas, como no esquema americano. No entanto, nenhuma destas mudanças foi comentada pelos editores da Panini Comics, a não ser o descarte da primeira teoria, de impressão sob demanda. Enquanto isto, os fãs se dividem entre um sadio grupo que se preocupa com a continuidade de suas coleções, o impacto econômico (em seus bolsos, claro) destas modificações e a viabilidade destas teorias e outro, assustador, de pessoas simplesmente desesperados pelo que a editora (que antes elogiavam e hoje demonizam) pode fazer. Reflexos desta “revolução” já podem ser sentidos, como o cancelamento da mensal Batman & Superman e a promessa do cancelamento de Marvel Milenniun e Novos Titãs, além do remanejamento de histórias nas mensais Lanterna Verde e Superman. Começando no mercado editorial muito bem, especialmente depois dos erros absurdos da editora Abril, a Panini Comics colecionou erros em edição de histórias e encadernados cumpridos e não publicados ao longo dos anos. Os leitores podem ter motivo para se preocupar, mas é preciso ter informações sólidas para se julgar o que deve acontecer. Enquanto isto, os famigerados fanboys seguem em histeria, o que é péssimo para a imagem dos leitores de hqs, em sua maioria pessoas que só querem entretenimento, e que tem uma vida além das páginas dos quadrinhos.

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Tue, 09 Mar 2010 15:01:00 -0300 http://tarjapreta.org/quadrinhos/revolucao-editorial-da-panini
Sob influência dos Mestres do Universo http://www.chapelaria.org/items/view/1687 Com esse título mais que interessante, o blog traz dezenas (talvez centenas) de ilustrações de um dos maiores ícones dos anos 80, He-Man. E o melhor, cada uma dessas ilustras pode ser comprada, uma vez que fizeram parte da galeria Castelo de Greyskull. Além dos desenhos, a galeria também conta com outros itens curiosos, como pelúcias e lancheiras. Eu particularmente curti muito cada uma das obras que trazem a Feiticeira.

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Tue, 09 Mar 2010 10:37:00 -0300 http://tarjapreta.org/design/sob-influencia-dos-mestres-do-universo
kid cudi feat. mgmt & ratatat | pursuit of happiness [alternate version] http://www.chapelaria.org/items/view/1686 tem um quê de gondry mas/por isso é belo… versão alternativa do videoclipe de pursuit of happiness, do rapper kid cudi, com participações da banda mgmt e do duo de ny ratatat… dirigido por megaforce…

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Mon, 08 Mar 2010 23:42:00 -0300 http://spaceinvaders.com.br/2010/03/08/kid-cudi-pursuit-of-happiness/
Aprenda algo todo dia http://www.chapelaria.org/items/view/1685 O Learn Something Everyday é o tipo de idéia que eu gostaria de ter tido. Simples na mesma proporção em que é útil. Seu autor publica uma imagem por dia, com curiosidades que variam desde fobias ao tempo de vida de uma galinha, sem sua cabeça. Só lá pra você saber que a luta de boxe com o maior tempo de duração teve 110 rounds, que 25% de seus ossos estão em seus pés ou que no dia 19 de fevereiro último, o Photoshop completava 20 anos. E aí, vale ou não favoritar?

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Mon, 08 Mar 2010 15:15:00 -0300 http://tarjapreta.org/miscelanea/aprenda-algo-todo-dia
Classic: conte a sua história http://www.chapelaria.org/items/view/1684 Que tal ser protagonista de um comercial na internet? Essa é a proposta do Chevrolet Classic. Aposto que você se lembra deste carro, que além de ser um dos mais vendidos da marca, conquistou o carinho do público ao longo dos anos. No site, quem tem ou já teve um Classic, pode compartilhar as suas melhores histórias com o veículo por meio de fotos, vídeos ou textos. Vale desde uma situação engraçada até aquele romance. Depois serão escolhidos os 15 melhores relatos, que participarão da campanha online. É a sua chance de virar uma celebridade.

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Mon, 08 Mar 2010 13:24:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/Velocidade/~3/JatquGO7qoY/
Dia Internacional da Mulher http://www.chapelaria.org/items/view/1683 Hoje é o Dia Internacional da Mulher ! :] Direitos iguais entre homens e mulheres. Hoje parece óbvio, mas ainda falta muito para acontecer, especialmente em alguns países que as mulheres se vestem como na imagem acima. Quem acompanhar a celebração pela mídia tradicional, vai se deparar com explicações que a data foi criada depois de uma conferência, partidos, política, enfim. Acredito que para chegar ao ponto de criar uma conferência para discutir os direitos da mulher na sociedade, houve muita violência antes. Na época da revolução industrial, a fim de reduzir custos, os donos de indústrias contratavam mulheres, pois elas recebiam menos que os homens. As operárias trabalhavam 15 horas por dia, ganhando uma merreca e em um ambiente impróprio (me lembra as agências de publicidade, mas isso é outro assunto rs). Em um evento único, as operárias de uma indústria fizeram greve de trabalho, e pediram melhorias. Foi então que um incêndiou tomou conta de tudo. A história diz que as portas estavam trancadas por fora, e culminou em centenas de mulheres mortas. Incêndio criminoso, ou não, o fato é que as mulheres eram tratadas como lixo, e como em qualquer disputa de poder, a violência é inevitável. A história dessa greve foi um dos marcos mais famosos para a criação do Dia Internacional da Mulher, mas com certeza houve muitos outros eventos violentos. Gostaria de ligar hoje no noticiário e assistir uma reportagem lembrando que as mulheres ainda recebem 30% menos que os homens nas empresas, que são pelo menos 20 casos -relatados- de violência à mulher por dia, que algumas culturas ainda fazem atos abomináveis como apedrejar uma mulher que escolheu namorar. O que vai passar hoje no noticiário é uma reportagem mostrando as festas pelo país celebrando a data. Vai mostrar um grupo de frevo só de mulheres, um grupo de choro composto só por mulheres, e por aí vai. Como bons brasileiros, continuamos não fazendo nada.

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Mon, 08 Mar 2010 12:20:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/recordis/~3/oVMTR0iHmi8/
Vencedores do Oscar 2010 http://www.chapelaria.org/items/view/1682 A Academia não gosta de mim. Não há uma premiação do Oscar em que eu não durma, em especial a deste ano, que foi uma das mais chatas dos últimos tempos. Não sei se meu humor não estava lá estas coisas (a anulação da prova da OAB não foi uma notícia lá muito agradável, mas isto não pode interferir nos trabalhos aqui), mas a apresentação estava mais burocrática do que o costume. Além disto, os comentários de Rubens Edwald Filho alcançavam o ápice da estupidez, ápice este estabelecido pelo próprio crítico, que estava ainda mais irritante com seu estilo blasé. Apesar de não serem bons atores, era perceptível uma ótima química entre Steve Martin e Alec Baldwin (principalmente nas cenas de sátiras), mas que era completamente subaproveitada em palco. Além do mais, a Academia, que tanto demorou a fazer isto, falhou pavorosamente (sem trocadilhos) em sua homenagem aos filmes de terror, que já iniciou sendo apresentada pelos astros de Crepúsculo/Lua Nova. Ora, se o filmezinho com vampiros adolescentes é um terror, Iluminado é o quê? Um Musical, uma Comédia Romântica? Linda foi a homenagem a John Hughes. Não podemos, eu e as pessoas de minha idade (nem sou tão velho, assistindo a muitos filmes dele em reprises, então cito as mais velhas que eu, também), analisar sua obra. Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Mulher Nota 1000, A Garota de Rosa Shoking e Esqueceram de Mim são alguns dos filmes que moldaram meu caráter e me fizeram amar a sétima arte. É uma pena que a Academia só honre diretores como este, que alegraram toda uma geração, em sua morte, ou com prêmios tão atrasados e por filmes que não conseguem ser tão bons quanto suas verdadeiras obras-primas. Por último, apenas um adendo. Vocês não adoraram que, a cada prêmio que Kathryn Bigelow recebia, ela dava uma olhadinha sacana para o ex-marido, James Cameron? Melhores momentos da noite. Curiosos pelos vencedores?

Melhor filme: Surpreendentemente, a projeção com menor arrecadação, Guerra ao Terror. Claro que o ótimo filme de Kathryn Bigelow merecia o prêmio (por mais que meu coração fosse de Bastardos Inglórios), mas cria que a estatueta seria do novo Titanic… digo, Avatar. Melhor animação: Como previsto, Up - Altas Aventuras. Melhor diretor: A primeira mulher a receber a estatueta de melhor direção, Kate Bigelow. Ao tempo em que pensei que este seria apenas um prêmio de consolação por sua iminente derrota por Avatar, a diretora foi consagrada. Um ótimo trabalho em um gênero (a ficção com traços de documentário) que começa a se desgastar. Melhor ator: O bem cotado Jeff Brigdes (Coração Louco). Melhor atriz: Sendo consagrada, em menos de 24 horas, pior (Framboesa de Ouro) e melhor atriz de 2009, Sandra Bullock (Um Sonho Possível). Melhor ator coadjuvante: As categorias mais previsíveis foram as de ator e atriz coadjuvantes, já que, em cada uma delas, havia uma interpretação avassaladora. Nesta, ninguém menos que Christoph Waltz (Bastardos Inglórios). That’s a bingo! Melhor atriz coadjuvante: O grande amigo Wagner Artur comentou algo interessante. “Será que as histórias atuais privilegiam personagens de fora da narrativa direta?” Não sei ao certo, mas, neste ano, os coadjuvantes foram inegavelmente melhores que os ditos principais. A vencedora desta categoria, Mo’Nique (Preciosa), por exemplo, foi imbatível. Melhor roteiro original: Creio que o roteiro mais completo era de Um Homem Sério, mas deu Guerra ao Terror. Melhor roteiro adaptado: O vencedor (emocionado) foi Preciosa, por mais que eu o veja como um filme mais calcado nas belíssimas interpretações, ao passo de que Amor Sem Escalas (tão aclamado, tão pouco premiado) tivesse um roteiro mais complexo. Melhor direção de arte: Avatar. Melhor fotografia: Controverso, mas deu Avatar. Melhor montagem: A montagem ao estilo documentário deu o prêmio a Guerra ao Terror. Melhores efeitos especiais: Sendo revolucionário neste quesito, merecidíssima estatueta a Avatar. Melhor maquiagem: Não bastassem as ótimas interpretações, efeitos especiais e uma câmera nervosa e íntima, a maquiagem do vencedor Star Trek também ajudaram a conferir uma maior verossimilhança ao universo Trekker, e a trazê-lo a um novo público. Melhor figurino: Sempre é um filme de época. Ou melhor, sempre é um filme vitoriano. Deste modo, venceu The Young Victoria. Melhor trilha-sonora original: Como sempre, as trilhas dos filmes da Pixar são encantadoras. Por isto, merecida aclamação a Up - Altas Aventuras. Melhor canção original: Em meus palpites, previ que a Academia escolheria entre um musical (Nine) e uma típica moda americana (Louco Coração). Foi escolhida a segunda opção, tendo sido premiada a música The Weary Kind, do filme de Jeff Bridges. Melhor edição de som e Melhor mixagem de som: Duas categorias que deveriam ser fundidas em sí mesmo. Prova disto é que quase sempre têm o mesmo vencedor, como agora, com Guerra ao Terror. Melhor filme estrangeiro: O argentino O Segredo de Seus Olhos. Melhor animação em curta-metragem: O belo e engraçado francês Logorama. Melhor drama em curta-metragem: The New Tenants. Melhor documentário em longa-metragem: The Cave. Melhor documentário em curta-metragem: Music By Prudence.

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Mon, 08 Mar 2010 08:05:00 -0300 http://tarjapreta.org/cinema/vencedores-do-oscar-2010
Guia para a São Paulo Indy 300 http://www.chapelaria.org/items/view/1681 Falta exatamente uma semana para a realização da corrida da Indy em São Paulo. Se você já comprou seu ingresso, deve estar contando os dias para a prova, se ainda não adquiriu, dá tempo de correr e garantir o seu. Com essa questão solucionada, uma outra importante entra em jogo: o que devo levar para o autódromo, como chego até lá, qual horário é o melhor etc. Esses são itens que devemos prestar bem atenção, pois podem fazer toda diferença na hora de curtir a sua corrida. Equipamento Eu irei acompanhar a prova no setor 14 Bis, que é descoberto e lembra muito bem a arquibancada do setor G na Fórmula 1. Lá, temos que nos preparar para enfrentar sol e chuva a qualquer momento do dia. Por isso, é sempre bom ter uma mochila com os seguintes itens: protetor solar, boné, capa de chuva e sacos plásticos (para cobrir a mala e seu pé, num calçado confortável). Um radinho também é bem-vindo para você não ficar perdido durante a corrida. Lugar Geralmente, um lugar no alto da arquibancada é o que garante melhor visão da pista como um todo. E para conseguir ficar lá em cima, é preciso chegar cedo no sambódromo. Os portões abrirão às 7h da manhã e é bom estar lá mais ou menos neste horário. Como no sábado acontecem os treinos e, quase sempre, há menos público neste dia, pode ser uma boa oportunidade para testar uma “estratégia” para o domingo. Transporte Não recomendo muito o uso de automóvel para chegar no autódromo. Quase sempre você pega muita fila para achar um lugar e quando consegue o preço é um absurdo. Neste caso, é interessante pegar o metrô, linha azul, até o Terminal Rodoviário do Tietê. Mais 10 minutos de caminhada e você chega nas arquibancadas. Divirta-se e aproveite a corrida!

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Sun, 07 Mar 2010 16:03:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/Velocidade/~3/smhAmu1M3p0/
Previsões para o Oscar 2010 http://www.chapelaria.org/items/view/1680 Eu adoro chutes, previsões (inclusive aquelas de fim de ano, que nunca se realizam), bolões… Enfim, qualquer tentativa de se adivinhar o futuro, especialmente quando não temos a mínima chance de acertar… e erramos. Ora, é uma brincadeira de rir da própria falta de tato. Mas, no Oscar, errar não é tão fácil. Eu sempre tento empregar minha pequena (e patenteada) fórmula Oscar = interesses comerciais + interesses particulares dos seus votantes + critérios artísticos + equilíbrio de nomeações e premiações dentro de seu próprio universo. Se Funciona? Nem sempre, mas é bom tentar. Então, vamos aos palpites.

Melhor Filme: Avatar. Meu preferido é Bastardos Inglórios, mesmo sabendo que o melhor filme entre os indicados é Guerra ao Terror, que merecia vencer. Mas Avatar tem a exata combinação de fatores que levou Titanic ao prêmio. Melhor animação: UP - Altas Aventuras. É da Pixar e venceu o Annie Awards, um termômetro muito confiável para a categoria. Melhor diretor: Kathryn Bigelow (Guerra Ao Terror). Como tentativa de amenizar os ânimos daqueles que esperam ver o filme de Bigelow ser consagrado, a Academia deve optar por este que seria um prêmio de consolação. E sua mão segura foi bastante responsável pelo sucesso de Guerra (…). Melhor ator: Jeff Bridges (Crazy Heart). Uma boa atuação de um ator com ótima carreira, quatro indicações e nenhum Oscar. Algo ao estilo Martin Scorsese. Melhor atriz: Meryl… Sinto, mas será mais uma das incontáveis indicações da atriz. Ao contrário de Bridges, ela tem algumas estatuetas, o que não gera a obrigação da Academia premiá-la. Acredito que a escolhida será Sandra Bullock (Um Sonho Possível), uma atriz com carreira longa, mas mediana/ruim e que entrou em uma nova e boa fase e teve uma boa atuação. Melhor ator coadjuvante: Sem sobra de dúvida, Christoph Waltz (Bastardos Inglórios). Uma das interpretações mais impressionantes do ano. Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique (Preciosa). Talvez, a única atuação de 2009 a superar a de Waltz. Será o prêmio mais merecido da noite. Melhor roteiro original: Estou seriamente dividido entre Um Homem Sério e Bastardos Inglórios. Acredito que Bastardos talvez desagrade os setores mais tradicionais da Academia, além da relação não muito amistosa desta com Tarantino. Então, chuto, não muito convicto, Um Homem Sério. Melhor roteiro adaptado: Amor Sem Escalas. Porque Jason Reitman costuma estar vinculado a ótimos roteiros (vide Juno, vencedor da categoria) e o filme, tão incensado (merecidamente) foi sendo chutado nas premiações, sempre indicado, nunca contemplado. Este, talvez, seria o único Oscar que ele ganharia. Melhor direção de arte: Eu adoraria ver O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus receber este prêmio. Mas sei que foge muito ao estilo favorito da Academia, que gosta de conceder a estatueta desta categoria aos filmes mais grandiosos. Daí, Avatar deve vencer. Melhor Fotografia: Gosto muito do tom dessaturado que a fotografia de Harry Potter vem ganhando nos últimos anos, mas acredito que Avatar vá levar boa parte das categorias técnicas em que está concorrendo. Melhor montagem: Guerra ao Terror. A academia tem uma quedinha por esta montagem de documentário, com cortes abruptos, zoom fora de hora, perda de foco… mas que já está começando a cansar. Melhores efeitos especiais: É claro que é Avatar, já que o ponto mais alto do filme é o grande avanço tecnológico que trouxe. Melhor maquiagem: assisti a apenas um dos indicados na categoria, então seria demais se eu o chutasse exclusivamente por este critério? Então, lá vai: Star Trek. Melhor figurino: Como quase sempre, deve ser algo vitoriano ou musical: The Young Victoria ou Nine. Chuto The Young Victoria. Melhor trilha-sonora original: UP - Altas Aventuras. As trilhas sonoras da Pixar são, inegavelmente, as melhores. Melhor canção original: Ou musical (Take it All, Nine) ou algo típico americano (The Weary Kind, Crazy Heart). Chuto Nine. Melhor edição de som: Talvez a categoria mais equilibrada, e algo me diz para indicar Star Trek em detrimento dos favoritos. Vamos ver se acerto, apostando no azarão. Melhor mixagem de som: Avatar? Melhor filme estrangeiro: Não quero fazer um palpite nos moldes do feito na categoria de melhor maquiagem, então vou pelo que a crítica está elogiando bastante: A Fita Branca. Não chutarei melhor documentário (curta ou longa), nem melhor animação (curta). Enquanto não assisti a nenhum dos documentários, ainda não me decidi a respeito do melhor curta de animação.

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Sat, 06 Mar 2010 22:15:00 -0300 http://tarjapreta.org/cinema/previsoes-para-o-oscar-2010
IZOD IndyCar Series no Brasil e ponto! http://www.chapelaria.org/items/view/1679
  • Este texto reproduz única e exclusivamente a opinião deste redator e não representa a opinião do site Velocidade.org. Estou ansioso para ver a corrida que ocorrerá semana que vem no Sambódromo do Anhembi, transformado em circuito pela primeira vez, para a realização da “São Paulo Indy 300” sob a tutela da IZOD IndyCar Series. Vai ser um evento único, em todos os sentidos. Primeiro porque está categoria nunca veio ao país, como algumas pessoas estão confundido. A IndyCar Series (atualmente patrocinada pela IZOD) foi criada em 2008 depois que as equipes da ChampCar juntaram as equipes que disputavam o campeonato da Indy Racing League (conhecida como IRL). A fusão das categorias, da forma como foi propagada, nunca existiu de fato, uma vez que a ChampCar entrou com pedido de Falência pouco tempo depois. Esta ChampCar foi o que sobrou da CART World Series, campeonato forte que nos anos 90 teve a pretensão de duelar com a Formula 1 em popularidade. Porém, por diversas falhas administrativas, a categoria definhou vertiginosamente. O que faz as pessoas pensarem que se trata da mesma categoria é a prova de Indianapolis. Desde 1994, quando o dono do circuito Tony George formou a Indy Racing League, tivemos duas competições concomitantes com a maioria da provas no solo americano, dividindo as equipes e fazendo uma confusão na cabeça de todo mundo. Pelo menos, a CART nunca marcou provas no período da Indy 500, permitindo que as principais equipes pudessem disputar esta etapa. Tanto que a Ganassi conseguiu vitórias em Indianapolis enquanto corria na temporada regular da PPG CART World Series. E foi a CART que correu no circuito oval Nelson Piquet, hoje um autódromo abandonado no Bairro de Jacarepaguá. Por conta deste histórico confuso entre estas categorias, seria normal verificar que muita gente iria confundir CART com IRL, que hoje é IndyCar Series. Mas a questão é mais ampla. Comparar uma categoria com a outra por conta das equipes é uma bobagem. A Penske já esteve na F1, na CART e na IRL, além de participar de outras categorias. Mas só com a “Indy” no Brasil contam todas as vitórias juntas, erroneamente. Não dá mesmo, uma vez que essas próprias equipes não consideram as vitórias conquistada em uma categoria na outra. Veja como a Ganassi trata as categorias de forma diferente no seu histórico. Questão de equipamento então, nem se fala. Como comparar duas competições em que o tipo de motor eram diferentes em seu estilo, com empresas desenvolvendo soluções que não se aplicavam na competição da outra. Além disso, como vocês podem ver na foto acima os Chassis da CART no seu momento de maior evolução eram menos achatados do que os produzidos pela Dallara para IRL em 2003, e que são usados até hoje. Depois de tudo isso, como dizer e referenciar histórias de uma competição para a outra. Não dá! Eu particularmente gostava de ambas as categorias, com uma predileção para CART. Isso não vai fazer com que eu misture as bolas e de informações que não são corretas. O que estará no Brasil e correrá no próximo dia 14 é a IZOD IndyCar Series, e ponto. Qualquer outra coisa, por tudo citado acima, é erro.
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    Sat, 06 Mar 2010 21:02:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/Velocidade/~3/fmwmtqRUQq8/
    Quando um comercial emociona http://www.chapelaria.org/items/view/1678 Contar uma história em 90 segundos e ainda emocionar. Estou impressionado com esse comercial, e orgulhoso de trabalhar com publicidade :] – acho que faltam mais comerciais desses na nossa TV (rs). Dica do @radarsocial via twitter.

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    Fri, 05 Mar 2010 21:07:00 -0300 http://feedproxy.google.com/~r/recordis/~3/B168bebyV_Y/
    Bastardos Inglórios http://www.chapelaria.org/items/view/1677 Bastardos Inglórios é um dos dez indicados a melhor filme, no Oscar de 2010. Concorre também a melhor diretor (Quentin Tarantino), melhor ator coadjuvante (Christoph Waltz), melhor fotografia, melhor edição, melhor roteiro original, melhor som e melhor edição de som. Sinceramente, não gosto de fazer críticas dos filmes de Quentin Tarantino. Mesmo que no Tarja primemos pela parcialidade, enfocando nossa visão sobre determinado filme, esta parcialidade acaba exacerbada quando tenho diante dos olhos uma película de um diretor que admiro em toda sua trajetória no cinema, o que acontece não só com Tarantino, mas também com Peter Jackson, Guillermo Del Toro e Tim Burton. Então, é necessário que o filme de um destes cineastas me decepcione bastante (oi, Peter Jackson) para que eu possa identificar facilmente suas falhas. Deste modo, Bastardos Inglórios, último filme de Tarantino, se mostra para mim o melhor dos indicados ao Oscar de 2010, o que não deve ser levado em consideração por vocês, caros leitores, já que este não é um dos melhores trabalhos do diretor (como o insuperável Kill Bill, por exemplo) nem mesmo apresenta a profundidade do favorito Guerra ao Terror. Aliás, mesmo apresentando seu apuro visual e seu domínio do maior número possível de truques cinematográficos, mostrando uma direção exemplar, há poucas chances para o alucinado diretor na premiação deste domingo. Não é de hoje que se percebe a pouca vontade da Academia para com Tarantino, e só podemos encarar suas indicações e prêmios passados como resultado das campanhas agressivas encabeçadas pelo finado estúdio Miramax.

    Bastardos Inglórios apresenta a visão particular de Tarantino (mesmo que ele esteja infinitamente mais controlado que em todos seus demais filmes - vem tomado o remédio?) sobre a Segunda Guerra Mundial, enquanto apresenta três histórias que se intercruzam, em plena ocupação nazista na França. A jovem judia Soshana escapou da chacina de sua família nas mãos do maléfico Hans Landa, o caçador de judeus, e agora planeja vingança; Os Bastardos que intitulam a projeção, um grupo de selvagens soldados judeus americanos, que tem por missão espalhar o terror entre os soldados para desarticular as tropas e tirar as atenções do iminente Dia D até que se unem a uma infiltrada atriz, que pretende usar a exibição de um de seus filmes para assassinar vários líderes alemães, o que cruza o caminho da linda Shoshana. Como sempre, os atores escolhidos por Tarantino estão formidáveis, mesmo que interpretem estereótipos (outra marca registrada do diretor). Brad Pitt faz o papel mais divertido (para ele e para nós) de sua carreira, que vem, felizmente, tomando um rumo muito parecido com a de George Clooney, investindo em uma persona cinematográfica despretensiosa e cínica, que começa o filme praticamente com o jogo ganho, já que nos primeiros momentos arrebata não só a atenção do público, como o entretém em cheio. Os demais Bastardos são os típicos coadjuvantes de Tarantino: cada um com um apelido cínico, com particularidades que mascaram o único fato de serem marionetes para que o diretor use e abuse de piadas infames e bastante violência, que, por mais que pareça, nunca é gratuita. Já as mulheres também não fogem das convenções do cineasta: enquanto algumas se apresentam belas e fatais, outras são meigas e desajustadas. No entanto, todos estes atores tem um grande problema: dividir a cena com Christoph Waltz. Assim como costumeiramente falo que, em Damages, Gleen Close engole a atuação de qualquer um que ouse dividir consigo uma cena, o mesmo pode ser dito com Waltz. Dominando perfeitamente os diálogos afiadíssimos de Tarantino (que, por mais que pareçam simples, surgem sempre em uma tensão crescente, sem qualquer artifício como uma trilha sonora climática), o austríaco (e, até então, desconhecido do grande público) ator cria um personagem enigmático, monstruoso e fascinante. Além de tudo isto, o nazista Hans Landa se apresenta como único personagem tridimensional em um mundo de caricaturas, o que reforça ainda mais seu lugar na projeção. Outra marca no trabalho do diretor é a homenagem a filmes. Não há filmes particulares, pois poucas sãos as referências a determinadas películas, e sim ao cinema como um todo, especialmente ao faroeste italiano, especificamente o trabalho de Sergio Leone. Não bastasse, ele trabalha belamente com misturas inusitadas de trilhas incidentais, como ao misturar, já na primeira cena, uma música clássica alemã ao toque de um violão latino, este típico dos bons filmes à linha de “O Bom, O Mau e O Feio”. Completamente seguro por trás das câmeras, Tarantino tem duas habilidades excepcionais: transformar verborragia em música e violência em pintura. Ressaltando mais a primeira destas habilidades que a segunda, ele talvez esteja querendo agradar aos críticos de seu trabalho, ao produzir algo mais próximo do convencional. Ou talvez, só esteja brincando com eles. Com uma mente como a de Tarantino, nunca se sabe.

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    Fri, 05 Mar 2010 15:59:00 -0300 http://tarjapreta.org/cinema/bastardos-inglorios
    Educação http://www.chapelaria.org/items/view/1676 Educação é um dos dez indicados a melhor filme, no Oscar de 2010. Concorre também a melhor atriz (Carey Mulligan) e melhor roteiro adaptado. A decisão da Academia em ampliar o grupo de indicados a melhor filme de cinco para 10 películas, neste ano, não se deve exclusivamente ao fato de que, ano após ano, um grande número de obras são esquecidas. A decisão foi puramente comercial. Após amargar, durante muito tempo, críticas sobre a perda de sua credibilidade, e um número cada vez menor de espectadores, era tempo de tornar o Oscar algo interessante, novamente, sob o ponto de vista comercial e artístico. Isto é facilmente percebível quando vemos que muitos dos filmes que integram a lista dos 10 representam gêneros específicos, para agradar grupos de fãs que pouco estava ligando para a premiação, após tanto ser ignorada por ela. Entre todos os filme, alguns muito discutidos, Educação se destaca. Por quê? por nada. Exatamente. Enquanto há a controvérsia quanto ao verdadeiro mérito de Avatar, se Distrito 9 e Amor nas Alturas não estão sendo superestimados, de ausências sentidas, Educação não tem nada demais. É apenas mais um filme sem sal. E talvez, seja esta a única coisa que sobressai: ele não deveria compor esta lista.

    O filme, dirigido com pouca identidade por Lone Scherfing, traz a jovem Jenny, apaixonada pelo boa-vida David, e que vê nele, mais velho e viajado, a oportunidade de uma vida independente, longe das regras dos colégios britânicos. No entanto, logo o Faz de Conta cai por terra, e Jenny tem, longe de uma mácula em sua vida, uma simples e dura lição para aprender sobre mentiras e traições. É a educação do título, que leva a garota a reconhecer o rumo que sua vida deve tomar. Reconhece a história? Pois deveria, já que não são poucas as vezes em que foi contada, pelo cinema ou em produções para a televisão. A belíssima Carey Mulligan tem pouco a fazer em um personagem essencialmente unidimensional: ela é uma bela e arredia garota que quer a independência, apaixonou-se, foi enganada e procurou dar a volta por cima. Mesmo os ótimos Peter Sarsgaard, este o playboy Daivid, e Alfred Molina pouco podem fazer com personagens que tanto já foram repetidos à exaustão no cinema, o charmoso enganador e o pai preocupado e linha-dura, já que nada acrescentam aos tipos. Previsível, sem grandes atuações e apenas bonito, como seu cartaz, Educação se contenta em ser um filme bom, e não um bom filme. Não que isto seja ruim, mas ele se vende como algo maior, o que é imperdoável. Se o Oscar fosse uma corrida, já teríamos nosso azarão. O problema é que a Academia, vez ou outra, gosta de premiar filmes que, como este, não serão lembrados por muito tempo.

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    Fri, 05 Mar 2010 11:01:00 -0300 http://tarjapreta.org/cinema/educacao
    Guerra ao Terror http://www.chapelaria.org/items/view/1675 Guerra ao Terror é um dos dez indicados a melhor filme, do Oscar 2010. Concorre também a melhor diretor (Kathryn Bigelow), melhor ator (Jeremy Renner), melhor fotografia, melhor edição, melhor trilha sonora, melhor roteiro original, melhor som e melhor edição de som. Impossível não fazer comparações entre Avatar e Guerra ao Terror, principais concorrentes ao Oscar 2010. Partindo já do relacionamento pessoal de seus diretores (James Cameron e Kate Bigelow), ambos os filmes tratam da guerra, podemos inclusive analisar as diferentes formas como foram exibidos no Brasil: enquanto a maciça campanha de marketing de Avatar, que tomou o mundo, deu-se também forte no Brasil, onde foi exibido em salas convencionais, salas 3D e até em IMAX, Guerra (…) chegou timidamente, com lançamento direto ao Home Video e, só agora, com toda a especulação em torno de sua provável estatueta, é que chega aos cinemas brasileiros. Além disto, enquanto Cameron nos leva a uma invasão em um mundo alienígena, em que tudo soa épico, Bigelow resolve olhar mais de perto uma outra invasão, a que tomamos contato diariamente pelos jornais e que vem sendo fortemente explorada pela televisão e cinema. Assim, a diretora, que pode ser a primeira mulher a receber a estatueta na categoria, retrata o jovem sargento James, militar americano em uma unidade especializada em desarmar artefatos explosivos em áreas civis, na guerra do Oriente Médio. Pouco antes de regressar à sua casa, James tem a missão mais difícil de sua estadia no front: suceder o preparado, carismático e cauteloso líder desta unidade.

    Sempre com a câmera em mãos, o que, através do ar de documentário, torna ainda mais crível e intimista a atmosfera da guerra, a cineasta prefere focar-se nas reações de seus personagens do que na ação, que pontua o filme em determinados momentos, apenas para abrir um novo leque de momentos onde podemos observar o relacionamento e as psiques destas pessoas que, longe de terem os ideais e a moral dos clássicos heróis de guerra, encontram-se em uma situação limítrofe. Colabora para as intenções de Bigelow a escalação de atores desconhecidos para que interpretem os papéis principais. Assim, não ficamos tentados a enxergar este ou aquele estrelado e renomado intérprete em um determinado papel, mas a encarar aquelas pessoas como reais, tentando entender todos os aspectos de suas vidas e mentes. O que seria em vão, não fosse a habilidade destes atores, em especial Jeremy Renner (sgt James) em saber lidar com personagens tão tridimensionais. Os nomes estrelados acabam sendo dispensados a coadjuvantes (quase figurantes) que, em personagens mais próximos aos estereótipos clássicos, acabam completando o cenário que envolve os protagonistas. Assim, enquanto Evangeline lilly cumpre o mesmo papel em lost (uma figura unidimensional, apenas bela e necessária para que a história possa fluir), atores do calibre de Ralph Fiennes, David Morse e Guy Pearce se entregam a interpretações acertadamente afetadas, já que eles nada mais são que os velhos clichês do mercenário sem escrúpulos, o coronel ao estilo Platoon e o carismático e vitimado soldado. Por mais que James Cameron tenha levado aos distantes alienígenas azuis o fim de seu mundo como eles o conhecem, é Bigelow quem causa mais destruição. Os frutos mais amargos de uma guerra são a destruição do ser humano. Não a perda de vidas, mas a perda de almas. Se ficamos encolhidos em nossas poltronas com a crescente tensão do duelo de snipers no deserto, logo podemos perceber o impacto que aquilo tem para alguém que esteve as últimas semanas longe de nossos pequenos confortos. Ao regressar à sua pacata rotina, o sargento James percebe que não mais pertence a seu lar, mas à destruição dos desertos iraquianos. Quando examinado junto a outros indicados ao Oscar, além de mostrar-se como merecedor de seu favoritismo (ao contrário do ótimo, mas não tão perfeito quanto este, Avatar), Guerra ao Terror traça um paralelo horripilante com Preciosa, na destruição de uma pessoa a partir de seu interior, com o próprio Avatar, ao retratar a voracidade da guerra, com Distrito 9, ao trazer a ganância sobre a dignidade (seja humana, ou alien)… Enfim, o filme de Bigelow se mostra completo, o que é ainda mais admirável quando temos tantas obras rasas inundando os cinemas. Infelizmente, tudo indica que Avatar receberá a maior honraria da noite, mas não me surpreendo nem desanimo com a vitória de Bigelow como melhor diretora. Não é o primeiro acerto da cineasta (basta lembrarmos de K-19: The Widowmaker) e, esperemos, não será o único. A coisa mais admirável em todo o universo sempre será o espírito humano, e ela sempre teve a sensibilidade de ignorar o barulho das bombas para observá-lo.

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    Thu, 04 Mar 2010 17:15:00 -0300 http://tarjapreta.org/cinema/guerra-ao-terror
    ok go | this too shall pass http://www.chapelaria.org/items/view/1674 genial video da música this too shall pass da banda norte americana ok go… música do mais recente álbum of the blue colour of the sky… a “engenhoca” foi projetada pela própria banda junto com o pessoal da syyn labs…

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    Thu, 04 Mar 2010 14:14:00 -0300 http://spaceinvaders.com.br/2010/03/04/ok-go-this-too-shall-pass/
    O Fantástico Sr. Raposo http://www.chapelaria.org/items/view/1672 O Fantástico Sr. Raposo é um dos indicados a melhor animação, no Oscar de 2010. Alguns diretores costumam ter sua mão (sem malícias, Tainah) facilmente percebidas em seus filmes, seja pelas escolhas visuais que assuma, pelas constantes parcerias com atores ou compositores de trilhas sonoras, pela temática de suas histórias. Podemos facilmente lembrar de nomes como Tim Burton, Quentin Tarantino, Alfred Hitchcock, Alfonso Cuarón e, claro, Wes Anderson. A carreira de Anderson é marcada por personagens em meio a crises existenciais não muito rotineiras. Todos excêntricos, tem em suas crises a motivação de aceitar ou não seu excentrismo, e daquilo que os rodeia, seja suas famílias (Os excêntricos Tenenbaums), seus objetivos (A Vida Marinha de Steve Zissou), ou, mesmo, tudo isto somado ao mundo que os cerca (Viagem a Darjeeling). Estas pessoas lidam tão naturalmente com suas vidas estranhas (as quais acabam tendo por aceitar, ao final das contas) que é impossível não nos identificar com elas. Assim, o cineasta encontra na animação O Fantástico Sr. Raposo o meio perfeito para expor suas idéias. Em sua primeira incursão ao gênero, Anderson demonstra o máximo de seu apuro visual, quase sempre optando por cores fortes, na maioria primárias, que identifiquem seus personagens, e atuações nunca naturais, como se seus atores estivessem atuando em um vasto palco de teatro, o que é ressaltado pelo Stop Motion, que, a exemplo de Coraline, lembra muito os antigos exemplares da técnica, desprezando a fluidez dos mais atuais, e assim soando mais genuíno.

    Em O Fantástico Sr. Raposo, Wes inverte um pouco as expectativas. Aproveitando o surrealismo já de pronto trazido por seus personagens (animais antropomorfizados), o diretor nos apresenta a história do Sr. Raposo, pacato marido e trabalhador que vive uma crise existencial um pouco diferente do usual do cineasta, mas mais próxima a tantos homens de meia-idade: por que sua vida é tão chata? Assim, enquanto procura sua ferocidade (da juventude? de ser um animal?) há muito ignorada, o Sr Raposo busca um pouco de excentricidade em sua vida, e acaba empurrado amigos e esposa no mesmo caminho. Uma animação claramente feita para adultos (pois, por mais que tenha algumas gags cômicas e cenas de ação, estas são ilhas dentro dos diversos diálogos típicos do verborrágico Anderson), é marcada por boas atuações (dublagens, o que seja) de um elenco de quem não esperaríamos algo diferente, como George Clooney e Meryl Streep, boas escolhas que são, também, uma característica do diretor, acostumado a misturar medalhões com ótimos e mais ignorados atores… ou então, ótimos medalhões. A animação, por mais que traga o bom toque visual de Anderson e tenha o ar nostálgico de Coraline e o Mundo Secreto, acaba deixando um pouco a dever. Não há o mesmo apuro técnico ou inovação. Mesmo assim, ainda que não seja meu preferido entre as animações de 2009, O Fantástico Sr. Raposo ainda supera A Princesa e o Sapo, da Disney, que conta com grande qualidade técnica mas esbarra em velhas fórmulas. Após a avalanche de animações em computação gráfica dos últimos anos, é curioso notar que, dentre os cinco indicados deste ano a melhor animação, dois sejam pertencentes ao Stop Motion, dois animações clássicas e apenas um integrante do gênero, e muito mais devido à seu enredo que há qualidades visuais (que não inegáveis, claro). Uma diversidade destas, como diria Anderson, pode estranhar, mas é saudável.

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    Thu, 04 Mar 2010 13:16:00 -0300 http://tarjapreta.org/animacao/o-fantastico-sr-raposo
    Distrito 9 http://www.chapelaria.org/items/view/1671 Distrito 9 é um dos indicados a melhor filme, no Oscar de 2010. Concorre também a melhor edição, melhor roteiro adaptado e melhores efeitos especiais. Esta crítica é uma republicação da crítica originalmente publicada em 13 de outubro de 2009. Apesar de ter sido escrita pelo Luiz Jerônimo, faço minhas as suas palavras. Em seus primeiros minutos, Distrito 9 parece ser o resultado entre a união dos mundos de J.J. Abrams e Michael Moore. Tal afirmativa pode soar exagerada, ou até equivocada, mas por um lado, o diretor estreante, Neill Blomkamp, emprega um jogo de câmeras sobre um documentário com pano de fundo político, mesclado a uma história sobre um tipo de migração alienígena que o absurdo fica por conta de se pensar de forma diferente. Distrito 9 é não tem um único nome conhecido no elenco, tampouco se passa nos Estados Unidos da América. Alguns chatos de plantão poderiam atribuir seu sucesso (sim, esse foi o filme sensação do verão norte-americano) ao apadrinhamento de Peter Jackson. Mas não, Distrito 9 é sensacional, e responde por si mesmo.

    Nell Blomkamp ousa ao fazer uso de entrevistas com a poupulação de Johannesburgo, criando um apartheid fictício tão real quanto o que de fato segregou a África do Sul. A ousadia é tanta, que ele chegou a gravar entrevistas com sul-africanos falando sobre a imigração ilegal dos zimbabuanos, sem que esses soubessem que gravariam para um filme com tal temática. Mais realista impossível. E não se engane, apesar de Distrito 9 não ter um Brad Pitt da vida, o também estreante Sharlto Copley, manda muito bem na atuação. Seu personagem cresce de forma assustadoramente interessante, sob uma narrativa ágil, em que toda a estética fora cuidadosamente trabalhada. Os efeitos, tanto visuais quanto sonoros, são de embasbacar, apesar do baixo orçamento que o filme recebeu. O resultado? Um filme que além de receber elogios da crítica especializada e de renome, como o The New York Times e o Washington Post, merece ser visto, revisto e recomendado com a mais alta das honrarias. Veja o trailer.

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    Thu, 04 Mar 2010 11:03:00 -0300 http://tarjapreta.org/cinema/distrito-9-2